Os jogadores portugueses não têm uma casa editorial.
Pesquisa 'códigos blox fruits' ou 'melhor build yasuo' de um IP português e a primeira página é brasileira. Dialecto errado, moeda errada, retalhistas errados. O Eurogamer.pt está dormente há anos. A audiência PT-PT tolera o conteúdo BR — não tem alternativa — mas no momento em que aparece uma a falar a sua língua e a citar preços em euros, a audiência muda.
O briefing era a alternativa. Uma rede gaming nativa em PT-PT com os padrões editoriais do Eurogamer ou Polygon, a disciplina SEO do LigadosGames em BR, e uma linguagem de marca ancorada localmente — bairro, não arena. Cada jogo é uma 'rua', as categorias são 'esquinas', o destaque editorial é 'a montra desta semana'. A metáfora vai até ao padrão de URL.
Monetização: publicidade display + afiliados de retalho (FNAC, Worten, PCDIGA, Eneba) + patrocínios directos à escala. Padrões editoriais publicados abertamente desde o primeiro dia — conteúdo patrocinado sempre marcado, erros corrigidos em público, comentários moderados.
